vou desde a melodia que faz a parede vibrar ao som que faz um ser - parar de respirar dois extremos súbitos que seria em vão tentar descrever catatônica - sinto o coração bater na minha mente euforia - faz o mundo parecer descontente retorno à cama à minha gentil gaiola e vejo que nada do que vejo é permanente sentimentos são passageiros e as flores morrem devo aceitar a morte - mesmo que ela me rejeite?
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A mostrar mensagens de julho, 2021
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Ela tem no peito uma represa onde retém os seus infortúnios. Represa esta com uma barreira prontamente preparada para romper-se ao anoitecer. O peito leva uma cicatriz resultante dos remendos diários da barreira necessária para viver. A dor é grande e ela grita. Se irrita. Some. Morre e ressuscita A todo instante Mas ninguém percebe Ouve Vê Ou sente falta Ela é invisível Insensível O ser imprevisível E de atitude injustificável. Não nasceu pra ser Ombro amigo Ou o amor Abrigo É apenas mais um ser incompreendido Apenas julgado Nunca ouvido
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entre os dedos as fibras do cabelo Descamam - esfolam Como estilhaços de vidro Sangue é derramado nos ladrilhos em que caminho Arrasto os dedos Ao passado rastejo Respingando marcas - perseguindo Àquele ser - ignoto É como presságio - Vindo com certeza Ou sintoma de insanidade Assisti o tempo Elemento abstruso - perfurar meu âmago Amaríneo - durante o dia Adocicado - durante a noite Corroendo-me pela ansiedade Da descoberta Quem fui quando -- O presente - Elucidou A obscuridade dos meus Descontentamentos?
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O louco – explosão Desfrutando do mal agouro De línguas afiadas Ouço lágrimas O diabo – Com sua lupa Que enxerga minha bondade Cria desvios no meu caminho E eu os sigo – pelas beiradas Com ajuda do anjo Que – como castigo – Teve as asas arrancadas por me ajudar A Estrela – Dona de duvidosa sutileza Vem de sua longínqua morada Fazer do meu quarto – Depósito sua energia Acreditando que – pode dividir comigo Tal dádiva Eu agradeço a sorte, por ser dela a alma Alma inseparável