Me afundo nas páginas, nos lençóis e nos rios de lágrimas derramados todas as noites. Na infância somos inatingíveis, sonhamos em como seremos e o que queremos ser. O futuro idealizado agora não passa de uma fantasia vergonhosa e de um presságio do que um dia eu viria ser. Ao crescer, deixei de me sentir inatingível, mas sim atacada por tudo e todos, como se eu merecesse ser penalizada por ter nascido. Palavras rasgam-me como se eu fosse um panfleto qualquer oferecido a quem não se importa com informações desinteressantes. Usem armas ou qualquer instrumento de tortura, e, ainda assim, estes jamais serão como as palavras que atravessam nossos ouvidos e ficam pulando de um lado para o outro em nossas mentes dia após dia. Na adolescência somos colocados por nossos sentimentos em uma corda bamba e passamos por uma série de testes de equilíbrio. E se caimos, mal conseguimos levantar. Raramente ficamos firmes. Nos tornamos uma montanha-russa com caminho direto para...
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A mostrar mensagens de julho, 2018